quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

SE...

solidao_idoso

Se depois você vier a chorar ou mesmo se justificar, não fique desta maneira, pois eu sempre te amei.

Fiquei esperando seu abraço, que não me foi dado, eram sempre telefonemas rápidos, desculpados.

Quantos domingos, dias das mães, esperei uma visita sua, ficava no alpendre a fitar a estrada, anoitecia e você não aparecia. Bastava uma palavra, um gesto, eu te carreguei em meu ventre, que emoção quando você nasceu.

Chorei, quando choravas,passei noites em claro a te embalar, nada me fazia cansar. Lembro sua primeira palavra, seus primeiros passos, trôpegos, ai que ansiedade eu sentia. O primeiro dia de escola, sua primeira leitura a primeira namorada.

Quanta dor eu sentia, quando por amor você sofria, cada dor, ferimento, eu estava ali junto de você, secava suas lágrimas com meus beijos.

Você sente vergonha? Não precisa ficar assim, eu compreendo você tem família, compromissos, filhos, aliás, meus netos que não conheço, será que parecem com você?

Meu filho será que errei? Meu amor não foi suficiente, mas eu tinha que trabalhar, era sua alimentação, roupas, você precisava estudar se formar. Parece que esqueceu, que mesmo quando chegava tarde eu ia a sua cama, lhe cobria, beijava sua face.

Fazíamos tantas coisas juntos, nossas orações, brincadeiras, te ensinei a andar de bicicletas, brinquei de esconde-esconde, fui seu coelhinho da páscoa, o papai Noel de seu natal, fui eu quem fez sua primeira barba.

Meu filho, o que aconteceu? Diz-me, por que me esqueceu?

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

A BELEZA DO SIMPLES

sabia

O dia amanhece, e o sol desponta e com sua luminosidade

aponta para a beleza da flor que com suas pétalas tão sensíveis

e delicadas desabrocha, deixando no ar seu perfume que embriaga e

em êxtase fica os olhos de quem a contempla.

Com a mesma simplicidade e beleza, canta o sabiá na laranjeira...

Entoando sinfonia à natureza, embevecido fica o humilde que lhe escuta,

Com tanta honra que pensa nem ter merecido.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

PEDAÇOS DE MIM





Meus lábios abrem um sorriso
Não contenho a satisfação!
É muito mais que o paraíso,
São as donas do meu coração.

Olhos espertos, cativantes e brilhantes...
Assim são os olhos de Lara,
Jóia nunca encontrada d'antes
Tesouro de beleza rara!

Moça criança prestes a desabrochar
Doce, meiga, assim é Ana Carolina....
Traz mistérios em seu olhar
Água clara, cristalina no sorriso de menina.

Espavitada, alegre e brincalhona...
Eis a pequena Larissa
Cheia de manha, de tudo quer ser dona...
Linda flor, a todos conquista.

São presentes dados por Deus
Para fazer feliz, os dias meus.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

O Lavrador


O velho estende a mão,

Mendiga espera o pão...

Eis aqui um trabalhador

Que sua vida passou sobre trator

Arou a terra, semeou, plantou,

Comeu dos restos que sobrou...

A safra para o patrão colheu!

No mercado ele vendeu,

Triste sina deste lavrador,

Que ao patrão enriqueceu...

Hoje sofre humilhação e dor

Hei amigo! Sou eu, o João...

Será que me esqueceu?

Nem nota, vira às costas, o ingrato patrão.

TRAIÇÃO

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Se soubesses quanto te amei...

Quanto em ti acreditei e confiei

Teus beijos queimavam minha boca,

E de ciúmes deixavas-me louca!

Juravas amar-me eternamente,

Que seria só meu, docemente...

Mentias! Falso, me enganavas,

A outra te entregavas!

Por que me traíste, meu amor?

Sinto as marcas da idade,

A falta de teu desejo, o desamor...

Teus olhos revelam o amor oculto

Abandonaste-me a minha infelicidade,

Foste, e em mim ficou somente teu vulto!

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

UM LUGAR PARA VIVER

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Há de existir em algum lugar,

Um cantinho para se viver e amar!

Um lugar onde sempre exista sol,

Com flores colorindo o arrebol!

Nesta morada de paz e felicidade,

Não há egoísmo, nem vaidade...

Os olhos traduzem singeleza,

Frutos de rara beleza!

Aqui que quero fazer moradia,

Pisar na relva, sentir os pés tocar o chão...

Ouvir os pássaros entoar sua melodia!

Casas branquinhas de paredes caiadas...

Compõe a letra de uma linda canção!

Aqui no meu coração, por mim foram criadas.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

HAITI: O CLAMOR DE UM POVO




Óh Senhor! por que de tanta dor e tanta tragédia? Não que eu esteja aqui questionando a bondade de Deus ou queira debater religião, estou me referindo ao Haiti país que vive em constante calamidade.
E isto não vem de hoje, o Haiti tem uma história de excessos e paradoxos, o abalo sísmico que teve 7 graus na escala Richter deixou um caminho de desolação, mortes e destruição por onde passou.
O que contribuiu para que um país já tão em condições desfavoráveis fique na beira do caos ou no caos total, centenas de milhares de mortos, embaixo dos escombros, nas ruas, crianças perdidas perâmbulando pela cidade, falta de água, alimentos, moradia entre tantos e tantos problemas relatados pela imprensa do mundo todo.
O Haiti vive uma disputa geopolítica, que o que menos importa é a população, e assim vai vivendo o haitiano vítima da catástrofe da natureza, vítima da catástrofe humana, dividindo alimento em acampamentos sem saneamento básico, onde não há água potável, e as condições de higienes são mínimas ou não existem.
E como se não bastasse tanta dor e aflição a este pobre povo sofrido, mas que demonstrou ao mundo uma fé extraordinária entoando cantos de oração enquanto esperavam em filas por alimentos e água, hoje é atingido pela cólera.
De acordo com o Ministério da Saúde em balanço recente, 1.039 número de mortes e 17 mil hospitalizados, doença que se não for tratada mata em 24 horas.
Grupos humanitários dizem que o número de casos de colera pode ser bem maior que o divulgado, junta-se a tudo protestos do povo que acusa a ONU pela epidemia, e as Nações Unidas que acusam ser grupos politicos querendo minar futuras eleições.
Realmente desta parte eu nada entendo, só reporto aqui notícias lidas em jornais e noticiários, o meu intuíto aqui é ser solidária com uma população que vem sofrendo ao longo de sua história com as mais terríveis barbáries sociais, politicas e econômicas.
Um povo que convive diariamente com o medo, medo de não poder gozar de um bem que Deus deu a todos por igual que é o direito de viver.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

SAUDADES




Hoje a saudade veio me visitar e trouxe junto de si o doce amargo gosto do passado, talvez seja porque desejei que estivesses aqui.
Hoje a saudade veio me visitar e tive você por um breve momento junto de mim, teu lábios roçavam os meus suavemente e tuas mãos acariciavam meu rosto.
A saudade é sutil, delicadamente chega e atiça os sentimentos, sinto perfume de flores no quarto, pétalas de rosas espalhadas pelo leito que um dia foi meu e teu, era assim que me amavas, com a delicadeza e beleza das flores.
O desejo de te amar de novo me enlouquece, como queria que estivesses aqui, tantos sonhos, planos, caminhar pelas ruas e avenidas de mãos dadas, o mar, os momentos de amor ao luar.
Ah! saudade por que vieste desinquietar este coração que de tristeza padece pela falta do amor que já partiu.
O dia amanhece e os raios de sol lembram que é outro dia, da janela vejo crianças que brincam no jardim, sorridentes esbanjam alegria, lágrimas me descem a face, como eu queria que tivesses visto eles crescerem, oh! meu amor por que não estás aqui?
Volto ao quarto e tenho a impressão de vê-lo rapidamente a me olhar daquele modo que me deixava corada e vaidosa do amor conquistado.
Hoje a saudade veio me visitar, talvez por que vi teu sorriso nos lábios de nossa filha e meu coração te chamou para que pudesses estar comigo e desfrutar deste momento.
As lembranças me tocam e fico olhando suas fotografias, ouço nossas canções, desfruto de cenas já vividas registradas em minha memória, mas essas lembranças me levam a loucura de não poder acariciar teu corpo, beijar teus olhos e cobrir tua boca com os beijos meus.
Hoje a saudade veio me visitar pois sabe que somos um do outro e que embora saiba que não te verei mais, estamos ligados por nosso passado, presente em nossos filhos e no futuro por nossos netos.
Que seria de nós sem os sonhos que embalam e acalentam corações saudosos durante as noites, hoje o meu amor me visitou e mais uma vez me fez feliz!
Hoje a saudade me visitou e deixou no ar um que de romance e melancolia...

terça-feira, 26 de outubro de 2010

PÁSSAROS

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Quisera ser um pássaro

Cruzar a imensidão

No céu fazer piroetas

Tocar estrelas com a mão


Pousar na flor de mansinho

Colher assim o seu pólen

Transformá-lo em carinho

Colocar no coração do homem!
Com arfar de minhas asas

levar para longe a dor

semear em cada terreno

sementes de puro amor


Sigo assim minha viagem

Voando dentre quintais

Trazendo minha mensagem

Deixa-me voar em paz


Vendo crianças a brincar

Mostro a eles meu colorido

Para que possam admirar

E feliz esboçar um sorriso


Não precisa ser um pássaro

Para viver em liberdade

Precisa soltar os grilhões

E bradar suas necessidade


Aqui quero mostrar

Que na natureza

Não se deve aprisionar

Para ter sua beleza


Que assim como nós

Os pássaros querem carinho

Desatem de sua perna os nós

Deixem viver em seus ninhos.

domingo, 24 de outubro de 2010

O ÚLTIMO DOS ROMÂNTICOS

romantismo

Hoje sou tristeza, sou solidão, abandono, amei, me entreguei e sofri desilusão. Não que esteja arrependida dos amores que vivi, mas me enganei a mim mesma achando que amor era eterno, teria que ser romântico e terno.

Sonhei o sonho dos apaixonados, escrevi poemas e declarações, ajoelhei-me a teus pés, com teu nome fiz canções.

Quis ser tua prisioneira, e algemada em tua alma por toda vida ser tua parceira, dividir a dor, as alegrias e assim bem de mansinho pedir para fazer amor.

Deitar em teus braços e ver a lua no terraço, ver minha imagem em teu olhar e a cada palavra sua me emocionar. Correr pelos campos de mãos dadas e te amar na relva molhada, saciar seu corpo nú e desvendar mares bravios num oceano de paixão.

Será que todos românticos são assim, escrevem cartas de amor, juram amor sem fim, ficam a olhar no nada a espera de alguém que não virá. Penso por vezes que o amor dos românticos traz sofrimentos por querer o que não pode ter.

Como é doce o beijo do apaixonado, o olho no olho dizendo tudo sem ser falado, a boca que procura a sua, pode me chamar de antiquada, mas acredito no romantismo e só quero ser amada, ver poesia nas flores e nas estrelas ver teu olhar.

Aconchegar em teu peito com carinho, murmurar palavras baixinho, te seduzir com o tocar dos dedos e tirar todos seus medos, se chamam isto sonho ou ilusão, eu chamo de romantismo do meu coração.

A ARTE DE SER POETA

ser_poeta

Quisera ser poeta, escritor, contar a vida e dela fazer rima, sonhar o sonho dos amantes, reviver tragédias e comédias.

E na inspiração durante a madrugada fazer do meu quarto o cenário que alimenta os sonhos das donzelas e nas alcovas revira os olhos dos mais sérios, contar em versos e prosas cantigas de rodas, falar em crônicas do dia a dia, sofrimentos de um povo, transformar o velho em novo, hoje sou jornalista e da vida faço notícia.

Desvendo mistérios, crimes e adúltérios, cenas em um bar da cidade, homicida agora sou, sem dó nem piedade, não importa a idade. Ruas e becos no submundo das drogas, viciados, prostitutas, estou no crack, peço ajuda, por favor me acuda.

Hoje sou adolescente, estou em conflitos, amores não compreendidos, eternos, sou sua princesa, seu príncipe encantado, sou seu suicídio, seu pai e sua mãe, sua dor, sua virgindade, felicidade. Atravesso fronteiras através da escrita, conheço países, cidades, neles vivo momentos únicos de amor e dor, sou órfão, sou irmão, canalha, sou anjo, sou demônio, invento estações, faço inverno em verão.

Morro no frio das ruas, aqueço-me ao pé da lareira, incendeio seu coração, vejo a neve na vidraça, a chuva que salva e destrói, sou a natureza, sou doçura, sou pirraça.

Assim é a vida do escritor, poeta, jornalista, autor, escreve a realidade, inventa sonhos e fantasias, cria contos e estórias, emociona-se ao ver sua obra terminada, sorri ao lembrar de um episódio inédito, faz de sua vida a arte de escrever.

O escritor sem sua arte é como se lhe tirassem o ar que ele respira, é como a planta sem a clorofila, o pássaro sem asas, o céu sem estrelas, o sol sem lua e eu sem você MEU LEITOR

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

À ESPERA DO NADA

Todos os dias quando voltava para casa eu o via, estava sentado ali, no alpendre, olhos fixos no horizonte como se esperasse alguém.

Eu parava e ficava imaginando no que ele estava pensando, a quem ou que ele esperava, as vezes ousava chegar mais perto mas ele não me via, era como se eu fosse invisível a seu olhos.

Na cidade pessoas teciam vários comentários a seu respeito, diziam ser ele um homem misterioso, que trazia em sua bagagem uma história de dor e horror, outros que ele ocultava algum mal feito a alguém no passado.

Só sei que ele me despertava compaixão e curiosidade, uma manhã ao passar por lá, notei que ele me olhou de forma diferente e me deu medo e um impulso de fugir, mas que também queria ficar.

Mas foi só um momento seus olhos fixaram-se novamente no nada e sua mente se perdeu no profundo de seus pensamentos, caminhei aliviada e ao mesmo tempo frustrada com a reação daquele homem.

O calor era sufocante, meio de janeiro, o homem havia tirado meu sono, aqueles olhos ainda me olhavam através da cortina que o vento quente parecia estar com preguiça de sacudir. Caminho passos lentos, estou outra vez em frente a sua casa, arrisco e vou até a vidraça meio embaçada pela falta de cuidados.

Tive que conter o grito, ele estava sentado na sala e me olhava como se quisesse falar, tinha nas mãos um retrato e lágrimas corriam por sua face, empurrei a porta devagar, meio sem perceber o que fazia, sentada a seu lado ele mostrou noticias de um jornal de época, que contava um crime ocorrido, onde um marido sentindo-se ultrajado limpou sua honra com uma faca enfiada no coração da amada. Amedrontada achando ser ele um assassino quis fugir, mas ele me explicou que ele e sua amada tinham planejado uma fuga para aquela noite e que ela ia pedir ao marido separação, mas alguém os traiu e quando ele chegou ao local do encontro ela jazia morta.

Sem coragem de tirar sua própria vida, enterrou-se vivo e hoje fica lá sentado esperando o dia que sua amada venha lhe buscar e de sua prisão espiritual venha lhe libertar.

SONHOS

É como se flutuasse, os pés tocavam a terra úmida e como criança eu rodopiava a meio de flores de diversas cores e tipos.

As borboletas decoravam com suas asas coloridas ainda mais meu cenário e pássaros de todas espécies entoavam cantos, tu chegas de mansinho e como a brisa tocas meu rosto, deixando rubra minha face. Te quero tanto, teus olhos pequeninas contas, roubam o brilho do cenário e me entrego ao teu amor como uma adolescente em sua primeira experiência.

Lá longe escuto o murmúrinho de pessoas que vão para casa depois de um dia de trabalho, crianças pela mão com seus pais, saltitando alegres, penso que eu também tenho que voltar, então bate uma tristeza, quando voltarei a ve-lo? O céu começa a escurecer e uma nevoa desce sobre a paisagem que agora me parece triste e sem cor, os pássaros buscam abrigos nas árvores e eu aninhada em seu peito tento retardar a hora da despedida.

Ó moço lindo que roubou meu coração e me faz sonhar acordada e fugir da solidão, desalinha meus cabelos em suave sofreguidão, me arranca suspiros, como é doce esse querer.

De mansinho abro os olhos e como se quisesse parar o tempo tenho a sensação que estivesses aqui, quem dera que os sonhos fossem realidade e que esse moço de cabelos soltos ao vento não existisse só em meus em meus pensamentos