terça-feira, 1 de maio de 2012

PECADO




Estes são versos inspirados,
Em beijos apaixonados...
Em um romance inacabado,
Repleto de paixão e pecado...

Mas será que é pecado,
Amar alguém deste jeito?
Manter o coração saciado,
E este aconchego no peito?

E como em um ritual...
Testemunha um céu enluarado,
Em um balé sensual...
Espiam-nos um teto estrelado,

Nossa nudez não é vergonha...
É ato de amor consumado,
O sol de mansinho se avizinha,
Celebrando o doce sabor do pecado!












Estes são versos inspirados,
Em beijos apaixonados...
Em um romance inacabado,
Repleto de paixão e pecado...

Mas será que é pecado,
Amar alguém deste jeito?
Manter o coração saciado,
E este aconchego no peito?

E como em um ritual...
Testemunha um céu enluarado,
Em um balé sensual...
Espiam-nos um teto estrelado,

Nossa nudez não é vergonha...
É ato de amor consumado,
O sol de mansinho se avizinha,
Celebrando o doce sabor do pecado!












domingo, 11 de março de 2012

A MOLDURA DE MEU OLHAR


Costumo caminhar todas as manhas a beira-mar, além de praticar exercício contemplo as belezas naturais que a paisagem me oferece.
E em um destes dias fiquei sentada em um banco apreciando o movimento de pais levando seus filhos a escola, jovens que passam rindo, namorando, brincando.
Então um riso brotou em meus lábios e lembrei que um dia já fui assim: jovem cheia de vida, de entusiasmo, com uma ânsia louca de descobrir o mundo.
Revolucionária por natureza, não aceitava os padrões da época, minha casa era pequena perto do mundo que me esperava lá fora.
E como um filme, faço uma retrocesso em minha mente, quantas lutas, quantos fracassos, vitórias, risos desmedidos ou contidos, choros abafados e por vezes convulsivos.
Passeatas, rock'n' roll, gritos de liberdade, tudo era pouco eu queria mais.
Quantas vezes quebrei a cara, quantas tive de voltar atrás, quantas dúvidas, medos e inseguranças, quanta vida explodindo dentro de mim, pedindo passagem em meio a um turbilhão de emoções.
Fico olhando estes jovens e penso: Quantos sonhos há em cada um deles? Quantos segredos guardam dentro de si? Quanto terão de cair, levantar, para que possam crescer?
Hoje com as marcas da idade em meu rosto, tenho os olhos ainda carregados de esperança e sonhos e um sorriso nos lábios que me dizem: Que a madureza dos anos me trouxe uma certeza, que só poderemos descobrir o mundo verdadeiramente quando aprendermos a descobrir a nós mesmos.
Que hoje o mundo todo cabe na moldura de meu olhar!

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Balada para um poeta



Vento passa sussurrando palavras de amor,

Que embala os sonhos do poeta...

Que tomam suas mãos como um clamor,

Que a alma lhe inquieta...


Mas todo poeta é assim,

Vive o momento da inspiração...

É uma excitação, um frenesim,

Gozo que acalenta o coração...


A chuva que lá fora cai,

São lágrimas que molham a face...

O licor que bebericai,

Gozam o beijo do enlace...


O sol o sorriso da amada,

As estrelas o teto de meu quarto...

Até a lua fica enciumada,

Com a inspiração do meu poeta!

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Encontro Marcado

As lágrimas descem a face e eu já não consigo oculta-las.

Choro um amor proibido que maltrata meu ser e me faz tanto sofrer.

Amamos-nos e, no entanto não podemos desfrutar deste sentimento.

Chegamos tarde a nosso encontro na vida, pertencemos a outras pessoas, a outra história que já não é nossa.

Fomos um amor do passado e que se perdeu nas linhas do tempo, hoje somos resquícios de dois jovens apaixonados, que chegaram atrasados ao encontro marcado.

Os olhos não conseguem esconder o sentimento, a boca pede o beijo que nunca foi dado e o corpo exige que o desejo que não foi vivido seja reparado.

A realidade de repente me invade, fiz uma jura de compromisso e responsabilidade comigo e devo cumpri-la.

Viro as costas a ele e a ao amor.

Desculpe-me o encontro mais uma vez foi adiado, nosso amor deve ser só uma lembrança do passado.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

ALMAS


O amor é intenso,

Atravessa barreiras...

Desafia o tempo,

Faz o pequeno ser imenso...

Está na chuva que cai,

Em um breve instante do olhar,

Da vontade do pensamento que vai...

Em busca de tua imagem,

Voa través do infinito,

Atinge o que de mais bonito...

Da união de duas almas,

Serem um só ser...

Sem que corpos presentes

Possam ter!

DOR ESCONDIDA


Em sussurros a alma,

Geme pelo sentimento,

Que em si se instalou,

Por fora o rosto sereno

Esconde no íntimo o veneno,

Que a separação lhe causou...

Mas seus olhos agora opacos,

Não conseguem mais disfarçar,

Que o coração então aos cacos

Tenta a todos negar...

Mas no silêncio da noite,

No esconderijo de seu ser,

Lágrimas lhe saltam aos olhos,

Só, o açoite parece-lhe um alivio

Da dor que precisa esconder