quinta-feira, 10 de junho de 2010





Por um dia

Por um dia quero beber nos teus seios meus desejos, me deleitar nas delicias de teu corpo belo e sensual.
Sentir teus lábios a percorrer minhas entranhas, num doce sabor do mel.
Hoje sou tua, te pertenço, me faço sua,te enlouqueço, tudo lá fora é irreal,eu nua em teu cheiro tão natural. Realidade é querer-te, tocar teus cabelos, alisar tua pele, talvez não te veja mais, o amanhã não existe para nós, talvez seja só por um dia.
Teus olhos por mim clamam, pedem, exigem, reclamam, como um último suspiro, palavras ditas sem sentido, desespero de amor, gemido, doído.
Te quero, te uso, te seduzo, o corpo agora já em chamas, tremulo pelos sentidos, no goso frenético inflama-se na paixão desmedida.
Somos únicos, sós em nosso amor, sem passado ou futuro, sem pudores,ou falsos valores, aqui não há estações, só deixamos fluir as emoções.
Corpos nus agora repousam, sob lençóis amassados, é o desejo que então descansa do amor já saciado.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

BUSCA




Mas que o desejo do vicio,
o corpo pede liberdade aquele que o aprisionou e sua juventude tomou.
O grito que lhe sai das entranhas, ao coração corta e arranha, de quem sabe o que é a dor.
As dores do corpo foram sanadas,
as chagas antes abertas agora já fechadas da carne outrora dilacerada. Resta-lhe a humilhação de quem sabe o que é estar no chão, daquilo que lhe roubou a esperança e o sorriso de criança.
Sair em busca da vida,
curar de vez as feridas e achar a solução, juntando aos poucos os pedaços,
do passado fazer reconstituição, sonhar com dignidade, trabalho, sociedade,
conduz hoje o velho menino, que caminha rumo a recuperação.
O sofrimento é a alavanca de quem não quer mais voltar, e o grito que hoje lança, pede para libertar, a alma implora o socorro da mente quer fugir,
que lembra a todo instante o medo de não
conseguir reagir.

ABSTINÊNCIA




As unhas rasgam a carne,
saltam as pupilas dos olhos, no debater do corpo nervoso,
a ânsia de quem busca freneticamente pelo preenchimento do ser,
daquilo que todo dia o faz morrer.
Em convulsões o corpo destrói-se,
os pés descalços denunciam quem perdeu não só o calçado mas também o caminho.
Caminho já sem volta, de quem achou que sabia tudo,
quebra, devora o outro, tira a vida de quem mais amou,
o sentido do mundo real acabou.
Nada mais importa, arranca de vez a porta,
corre em busca daquilo que embriaga e seduz.
Dos lábios brota um sorriso, a vida torna-se maravilhosa,
o nariz sangra, a veia delata. Ah! doce veneno que mata.
Um jovem em busca do crack, um jovem em busca do nada!

terça-feira, 18 de maio de 2010

POEMAS QUE ESCREVI


Filhos da Miséria

Em um canto da rua
Vivendo em meio ao lixo
Na realidade nua e crua
O homem se transforma em bicho

Filho da miséria nasceu
Numero X do programa social
Pai e mãe não conheceu
Filho da fulana de tal

Fica pensando em quem ele seria...
Um doutor , um escritor?
Alcool,drogas,prostituação
Foi sua única educação




Solidão


A dor da solidão
Que à tantos entristece
Me traz a inspiração
E o meu coração aquece

Solidão das noites escuras,
dos dias sombrios de inverno.
Onde no céu não há lua
E tudo se faz um inferno!!!

Mas solidão não é só tristeza
Traz também aprendizado
Coloca as cartas na mesa
E faz repensar o passado;

Buscar na dor a esperança
Tentar acertar o errado
Fazer da tempestade a bonança
O bem de a quem foi maltratado.


" As feridas que trouxemos na alma, muitas vezes o coração transforma e as dores acalma. "

ONDE ESTÁ O AMOR AO PRÓXIMO?


Tem dias que gostaria de ter poderes para modificar o mundo, ou não seria : mudar as pessoas?
A falta de amor e o egoísmo que assalta a vida do ser humano, está transformando as pessoas em seres irreconhecíveis, que não parecem em nada com a obra prima criada por Deus.
Não quero me prender em falar sobre causas sociais, governos, política ou qualquer destes temas tão discutidos diariamente na mídia, mesmo sabendo que há o problema e não posso fugir dele ou negá-lo. Mas minha intenção nesta crônica é falar de amor, de um amor especial que nos torna melhores que é o amor ao nosso próximo, sei que diante de tanta criminalidade pessoas se fecham em seus mundos e tem medo da aproximação com outros.
Sou uma otimista e creio que todos podemos dar um pouco de amor a quem não tem, quando mãe, carregamos nossos filhos no ventre, ninamos, embalamos e planejamos um futuro que desejamos ser sempre o melhor.
Pais responsáveis além do amor, sentem a obrigação de assegurar uma vida com oportunidades e garantias vindouras e que nem sempre são reconhecidas pelos mesmos. E diante destes fatos e tendo eu filhos, posso escrever aqui com conhecimento de causa, que há um amor que não tem preço, não tem fim e no qual eu jamais tinha experimentado tamanha satisfação.
São os filhos do coração, aqueles que não foram gerados em meu útero, mas que vingaram com uma força muito forte também vinda do interior do meu ser. São aqueles que posso ensinar os primeiros passos, passos que os levam a sonhar, desejarem ser alguém, não é preciso ir muito longe para acariciá-los. Mostre que ele lhe é importante e que deseja tê-lo perto.
Ás vezes ele está ali na sua porta e esperando mais que um pão, um pouco de sua atenção, não perca a oportunidade de conversar, fale do perigo das drogas, da pedofilia, do abuso feito por adultos. Busque fazer do adolescente um amigo, mostre a ele o prazer de estudar, de ter uma profissão. Junte a isto carinho, dedicação, não tenha medo de se doar, e quando ele te olhar com aqueles olhos brilhando de alegria o seu coração transbordará e assim virão outros filhos e outros
e voce vai querer orientar, alimentar o físico e o coração e não será por obrigação não, é simplesmente amor de mãe, é amor ao próximo.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Lembranças


Hoje o dia amanheceu frio e com ele aquele aperto no coração, a sensação que alguma coisa do passado voltou e pede para ser lembrado.Será que é o dia cinzento que nos deixa melancólicos ou na verdade é aquele cheirinho gostoso de vida que ficou lá trás e que nos trouxe saudade. Lembranças nem sempre são agradaveis e algumas é melhor deixar sepultadas,as dores do dia-a-dia já nos são suficientes e à estas tira-se a lição e esquece.Mas que dizer de trazer agora diante de teus olhos aquela menina que brincava de roda,amava a boneca,ansiosa deseja o primeiro beijo e lança olhares furtivos para alguém. Os amigos da escola,os primos,a bronca do pai,o passar a mão da mãe,há quanto conflito dentro de nós; é chegada á adolescência,angustia,risos e lagrimas,uma mistura de sentimentos.Fecho os olhos e deixo fluir minha imaginação e vejo eu criança,menina,mulher,aflorando sentidos e emoções e então dá um aperto,uma vontade de ter a sabedoria de hoje na menina de ontem,quanto eu teria feito diferente,será que teria errado menos?Então surge ele lindo,imponente,ninguém é tão maravilhoso, e por ele eu mato e morro ,é meu principe e não consigo entender porque as pessoas não o veem assim e quando termina é como se eu não fosse sobreviver. As lembranças me tocam e emocionam, que delicia é nosso cerebro capaz de manter vivas em nossa memória dias,meses,anos,ficão lá guardadas só esperando ser apertado o botão chamado saudade. Não sou saudosista e vivo intensamente meu presente,mas amo minhas lembranças pois está nelas tudo de melhor que carrego dos anos de minha vida,minha infancia,meus filhos,meus pais;amigos,familia,amores,meu cachorrinho,os sonhos que sonhei,e a principal de todas as minhas lembranças:Você

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Amor



O que dizer do amor?Ah! este sentimento que nos toca o coração, faz á alma gemer e arranca suspiros.O que dizer do amor que corrói, destroi, chega querer morrer.
Mas o que dizer do amor que trai, engana, reclama e a vida desengana.O que dizer do amor se ele chega sem esperar, arranca vísceras sem machucar, pede; implora para entrar e mesmo sem permissão abre a porta do teu coração.
Ah! este sentimento que transforma o pensamento, que viaja e atravessa o mundo sem sair do lugar, um sorriso nos encanta, um olhar fala mais que palavras é a cumplicidade nesse instante. E o corpo fica leve, é um amontoado de emoções e queremos ser frágeis para sermos mimados e fortes para lutar contra todos para defender nosso amor.
O que dizer do amor tão contado em versos e prosas, que já foi palco de tantas tragédias; que aparece em contos de fadas ou escrito em folhetins, que aquece a nossa cama e ao corpo inflama e a cabeça entontece.
O que dizer do amor que inventa e sustenta tantas teorias e que na pratica muitas vezes nem lembramos delas, é o doce sabor do beijo é o calor do desejo que já não pede mais exige, que o corpo seja teu. E embalados neste sentimento agora já tão dominador mais que um corpo reclama é a presença do amor.
O que dizer do amor que quer tornar-se propriedade, do outro já não quer metade e de ciúme faz cena e na arte da vida aprendeu a duras pena, que amar é felicidade, que o outro é um ser individual e que amor é construído a base da verdade.
Viver o amor em sua plenitude é que todos procuramos,buscar o ser perfeito, o príncipe encantado, viver feliz para sempre, dizer o¨SIM¨ o enfim sós; mas quem sabe esquecer tudo isso e tentar viver o que o amor te trouxer com respeito, paixão, encantamento, saber doar, tocar e dar ao amor tudo que o amor te der.

"ERA UMA VEZ UMA MULHER QUE VIA UM FUTURO GRANDIOSO PARA CADA HOMEM QUE A TOCAVA. UM DIA ELA SE TOCOU.



quinta-feira, 15 de abril de 2010

O TEMPO



Quando relsovi escrever foi com a intenção de ajudar á outros e de ser ajudada, pois quando escrevemos alivia-se a alma,não tenho interesse em impor á ninguem minhas idéias ou pensamentos é realmente uma forma de me expressar e mostrar como sou e como o tempo me fez aprender.
Estou falando sobre o tempo pois dele ninguém consegue fugir,ele é implacavel e chega para todos.E cada dia que passa as pessoas respeitam menos seu idoso,embora eu deva lembrar que idade nem sempre é sinonimo de carater e que há sem generalisar muitos idosos que passaram á vida sem aprender nada para passar á outros.
Mas como sou otimista e acho que se colhermos todo dia um pouquinho de todas as experencias que a vida nos tráz,sendo elas boas ou más e assim trazer para o futuro tudo que aprendermos com certeza seremos melhor.
Como é bom quando vejo casais velhinhos de mãos dadas pelas ruas,ou dançando nos bailes,participando de concursos,carnavais,indo a faculdade, fazendo a noite ensino fudamental e a internet então só dá eles, isto só vem a provar que velhice está é na mente e que mesmo muitos idosos com deficiencia fisica ou problemas enormes de súde trazem em seus rosto um sorriso e muitas vezes ainda tem animo para ajudar filhos,netos e o outros.
O meu respeito é por estes idosos que mesmo tendo vivido muitas dificuldades ao longo da vida dão a nós lições imensas de amor, luta, alegria, bondade, resignação o que só me leva á crer que sempre foram pessoas de carater e que a estás Deus abençoa e protege.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Vida



Amo á vida em sua mais absoluta plenitude,com seus amores e desamores,linhas que nem sempre são retas.Mas também quem disse que queríamos que fossem?Amo pelo simples fato de existir,de acordar cada manhã e saber que vivo e que busco ser melhor no que faço.Tem pessoas que se deixam levar pelo desanimo e que ás vezes nem tem um motivo verdadeiro para assim ficar,mas que sentem tristezas nem sabém o porque destas e pessoas que foram ou são vitimas de dores que passamos ao longo de nossas vidas.Sei que dirão que falar é facil,mas que sentir na pele o sofrimento é outra coisa, a vida nos ensina a tirar dos sofrimentos lições e se elas forem bem observadas teremos aprendizados maravilhosos e assim conseguimos talves não curar mas quem sabe fechar feridas que antes nos machucavam bastante. Hoje acordo cada manhã como fosse recém nascida e abro os olhos e me encanto com o sol,me encanto com a chuva,voce já viu quantas espécies há de passaros e seu canto como é maravilhoso?Quanta perfeição há em nós e nem reparamos,podemos ver cores,sentir cheiros,ter sentimentos,poder tocar,ter emoções,trabalhar e ter nosso sustento do mais humilde ao mais nobre oficio é o orgulho de saber que tu fez,que tu criou.Amo tudo que à vida me dá e se fosse aqui escrever os motivos de tanto agradecer estar vida ficaria dias sem parar de escrever.Veja tudo sempre com os olhos da alma,uma alma que busca e aprende pouco a pouco e vai ao longo do tempo aperfeiçando oque ve,mas não é simplismente enxergar é colocar o coração nos olhos e ver riso onde á dor,não tenha medo de se ferir pode tocar,deve tocar sempre,faz bem para o corpo e o espirito.Isto é viver,é amar !!!!!!

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

História de Vida

Sou uma pessoa de maneiras simples, com forma simples no falar e no escrever. Mas aprendi a duras penas que ser humilde não é sinônimo de fraqueza ou desanimo. E mesmo não entendendo nada de computador resolvi escrever para que com meu relato possa colaborar com alguém. Foram mais ou menos vinte e oito anos atrás que me casei. Filha de pais severos, sem muitas condições de crescer profissionalmente, pois não me era permitido nem estudar, sai de casa contrariando á vontade deles. E foi o começo de um pesadelo que duraram 15 anos, embora aqui não possa ser relatado em por menores todo o meu sofrimento, mas posso dizer que em minha época não havia amparo da lei da Maria da Penha, que protege e defende a mulher e os seus direitos. Sem ajuda de família, sem ter apoio de ninguém, pensava em ter uma solução tentando salvar meu casamento, achava que mudaria meu marido, mas estava errada. Veio então meu primeiro filho, cinco anos depois o segundo e tudo só se agravava, entre tantas coisas que passei a maior era a humilhação, o constrangimento diante de uma sociedade que só cobrava e nada fazia. Apanhei muito, fui queimada de cigarro, estuprada. Passei frias noites em claro em que achava que valia a pena lutar por meus filhos, pensava que se o deixassem meus filhos passariam fome, que engano o meu, a maior miséria eles já viviam que era a falta de respeito, amor e paz. Demorei muito para abrir os olhos e enxergar que a realidade lá fora não seria tão dura quanto a que eu vivia com aquele homem, trancada a chave com medo até de dormir. A doença já se instalava e junto com as dores do corpo vinham ás da alma essas quase sempre ás piores. Chorava constantemente, minha saúde era pouco e cheguei a ter trinta e oito quilos, desejei morrer, pensei muitos dias não resistir a tanto sofrimento. Um dia ele tentou matar meu filho e então acordei para á vida peguei meus filhos e fugi, procurei a policia e o denunciei, fiquei escondida em casa de um parente, foi muito difícil no inicio sem trabalho, meu filho menor com apenas dois anos e quase sem nenhuma ajuda. Mas Deus em sua misericórdia nunca dá a carga maior que possamos carregar, eu consegui uma casinha emprestada, fiz faxinas e depois consegui na justiça o direito dos meus filhos e fui à luta. Hoje passados quase 16 anos de minha separação, meus filhos casados, outros já criados, vi que nunca devemos desanimar e que embora a luta possa ser árdua tenha a certeza que poderemos sempre vencer. Jussara Rocha Souza