sábado, 30 de novembro de 2019

Que o amor seja maior que nossos medos

Que o amor seja maior que nosso medo

Você está com medo de me perder?
Pois saiba que eu tenho medo de não estar aqui fisicamente com você,
Mas te perder ou me perder de você,  jamais...
Somos unidos pelo amor,
Amor fraternal, universal, único,  resistente ao tempo...
Resistente as intempéries, as dores, a morte,
Porque fomos ligados não por sangue, apesar de ser do mesmo, mas por uma força espiritual...
Que nos une e nos faz igual,
Igual em amor, carinho, compaixão, humildade...
Igual em compreensão,  que mesmo não entendendo os desígnios,  sabem que foram escolhidos,
Você caminha comigo, pela eternidade, hoje mãe e filhos...
Amanhã,  amigos, irmãos, nossa casa fica além , aqui é só a estação que marcamos para nos encontrar,
Então não tenha medo, o medo eu tenho deste mundo repleto de pessoas perversas...
Do ódio que carregam em seus corações,
Mas creio que este amor que nos une seja imbatível as forças do mal...
Quer algo mais forte para combater o inimigo que o amor maternal?
Sejamos sol nesta vida em tempos de escuridão e luz para iluminar o caminho no dia da despedida.

sexta-feira, 29 de novembro de 2019

"E por falar em saudade"

"E por falar em saudade..."
Lembrei de você,
Gosto de beijo gostoso...
Sabor de viver,
De juras apaixonadas...
Cara abobalhada,
De quem sabe, que é amada...
"E por falar em saudade..."
Lembrei do muro do estádio,
Beijo roubado...
Sabor de quero mais,
Esperar fica demais...
Olhos molhados,
Corpos colados...
Mensagens trocadas,
Segredos revelados...
Coração disparado,
"E por falar em saudade..."
Lembrei o caminhão da mudança,
E minha falta de esperança...
Caminhos perdidos,
Você no espelho do retrovisor...
Vi partindo meu amor,
"E por falar em saudade..."
Lembrei de você,
Desta canção...
Dançando agarradinho,
Ouvindo as batidas de teu coração...
"E por falar em saudade "
"Onde anda você? "

segunda-feira, 25 de novembro de 2019

Me falta inspiração,
Ao ver tanta desolação...
O sentimento está mutilado,
Cabisbaixo, caminha sem motivação...
Será que há ainda solução?
Onde foi morar a esperança,
Se não há mais sorrisos em uma criança...
Crianças com armas na mão,
Crianças robôs,  máquinas comerciais...
Crianças vendidas como animais,
Crianças tendo crianças,  vítimas de abusos sexuais...
Crianças de programa,
Crianças submetidas a arranjos nupciais...
Crianças mortas por bombas,
Morrendo de fome,  de sede...
Pedofilia, pai estrupa a filha,
Crianças submetidas a religiosos...
Pornografia infantil,
Homem do saco, bicho papão...
Ah! Quem me dera fosse imaginação,
Vivem escondidos dentro de monstros...
Chamados "gente",
Me falta inspiração,
Diante de tanta abominação...
Queria falar de girassóis,
De borboletas, jardins...
Mas hoje me foi arrancado o coração,
Pela falta de humanidade...
Deus o que fizeram com sua criação?

quinta-feira, 14 de novembro de 2019

Divagando pela criação



Creio que em toda criação,
Existe uma relação...
Homem, natureza, estado, condições,
Me vejo muito nas estações...
Em como me pareço a elas nas emoções,
Será?
Fico intrigada com os mistérios do ser humano...
Conjecturas?
Segredos espirituais?
Como não ficar embevecido diante de tantas belezas, de tantos enigmas...
Para os de fé criação perfeita de Deus,
Para os que não creem...
Só posso dizer: observem
Estações e pessoas são muito parecidas, frios, quentes, revoltos, calmos, florescem, murcham, morrem, agentes da natureza vivos em nós, assim como as emoções somos estações.
Hoje serei Primavera e você?

terça-feira, 12 de novembro de 2019

Milagre em poesia

Ser poeta é ver acontecer milagres
Todos os dias...
Escrever poesia,
É agarrar a vida nas mãos...
É ganhar abraços de olhos com emoção
Escrever poesia,
É sentir o coração dilacerar...
Fazer a mente viajar,
É voltar a acreditar...
Escrever poesia,
É minha necessidade...
Nas letras faço minhas as tuas verdades,
Escrever poesia...
É acender o sol,
Enquanto chovia...
Tirar a tristeza,
Devolver alegria...
Mas escrever poesia,
Também é melancolia...
Saudade de quem já partiu,
De quem no trem já subiu...
Mas a saudade nos mantém próximos,
E na poesia te faço mais "nosso"...
Foi a poesia que me salvou,
Quando em um dia nublado você viajou...
Escrever poesia me devolveu o ar,
Me fez novamente respirar...
Hoje tudo se faz poesia,
Até a dor fica mais leve...
As vezes a poesia se revela em desenhos,
Tintas e pincéis...
É quando as palavras ficam presas em meus sentimentos,
Deixo a lágrima cair sobre o papel...
Misturando cores,
Um arco íris aparece...
Novamente é poesia,
E o milagre então acontece.

domingo, 10 de novembro de 2019

Estações



Sequei, tal qual árvore, agonizando,
As raízes presas, agarravam a terra...
Que solta devido a seca já não mais sustentava,
Onde buscar alimento para reviver...
Se sonhos diz não mais haver,
Se as folhas tal qual sua vida...
Murcharam e o vento levou,
Lembras da primavera?
Florida, amada, perfumada...
Assim é  a mocidade,
Em toda sua plenitude...
Em sua vivacidade
De repente o tempo implacável, 
Indelével...
Vem trazendo o outono da idade,
Começas a conhecer a madura idade...
O pratear das folhas,
O querer do que já se perdeu..
Por que entristeceu
Quando foi que aconteceu?
E as estações vão passando,
Os anos chegando...
E tal o tronco desta árvore,
O opaco dos olhos das flores...
Já não enxergam as cores,
Onde eu estava que não vi o tempo passar?
Hoje os pássaros vieram em meus galhos cantar...
E então me senti viva,
Quem sabe se começar novamente a esta terra regar...
Vejo uma nova folhinha brotar,
Desculpe inverno,
Mas descobri que posso ser todos dias primavera...
E minha alma deixar florir.

segunda-feira, 28 de outubro de 2019

Saber pesar



Não quero a calma dos lagos de águas serenas,
Nem quero o revolto dos mares bravios...
Apenas sentir o navegar deste navio,
Não quero andar sem rumo pelos caminhos,
Nem quero aquele caminho retinho...
Quero descobrir o que está atrás da esquina,
Não quero viver perigosamente,
Nem fingir sentir o que não sente...
Quero apenas o sentir livremente,
Não quero ideias inculcadas...
Nem quero ser o gênio da lâmpada,
Quero apenas a sabedoria da alma...
Neste conflito entre o espírito e a sociedade,
Sigo em minha ambiguidade...
Não quero fugir a minha essência,
Nem quero ter a dita decência...
A inocência do espírito me atrai,
A do corpo, esta me trai...
Mas se somos todos carne e espírito,
Somos metade anjo e demônios..
A balança é que faz a diferença.

quinta-feira, 24 de outubro de 2019

Convivendo com a dor



Este sol que me aquece,
Faz esquecer o que me aborrece...
São tantos ódios e invejas,
Que minha coluna de tanto pesar já  inverga...
Saio ao jardim, esqueço as dores,
Me delicio, me embriago com o colorido das flores...
A dor que me desanima,
Não é  maior que minha fé lá  em cima...
A mala é minha,
Carregar faz parte, me ensina...
Pés descalços, alma nua,
Juntar os caquinhos, reconstruir pedacinhos...
A dor não pode matar o amor,
É só mais um dia...
Olha este sol,
Me maquio com meu melhor sorriso,
E ensaio uma canção...
Aprendi que eu sou responsável pela minha emoção.

segunda-feira, 21 de outubro de 2019

O medo usa disfarces



Este medo inconsciente,
Trancou sua mente...
Medo,
Medo de tudo,
Medo do futuro...
Medo do escuro,
Medo, Medo, Medo...
Subjugada, torturada, morta,
Sepultada viva...
Dentro de si mesma,
Quando o bicho papão,  o homem do saco, roubou sua inocência na escuridão...
Por isto este vazio, este frio, este Medooo,
O medo, sempre o medo...
A mantém acordada, apavorada,
O coração acelera, o suor inunda seu corpo, desfigura a face...
Os outros não sabem mas o medo usa disfarces.

domingo, 20 de outubro de 2019

Romance com gosto de chiclete



O que você não entende?
Que de mim não depende,
Que não sou de ninguém..
Que os dias quentes de verão ficaram do outro lado do mundo presos em outra estação,
Foi além, muito além...
Em um romance com gosto de chiclete,
Dividido em bocas jovens apaixonadas...
Com beijos de línguas entrelaçadas,
Que fez moradia uma moça  de cabelos pretos encaracolados...
Em um coração onde a noite se fez dia,
O que você não entende?
Que quando o navio apitou no cais...
A menina partiu,
Levando consigo aquele tudo mais...
E quando a lua ilumina o mar,
Esta menina de cabelos brancos de neve...
A seu amor fica entregue..
Tênis all-star, tatuagem no peito, e o gosto de chiclete no beijo.
E o que é mesmo que você não entende?

Filosofia sem pretensão


Sem pretensão,
Buscando apenas o essencial...
Encontrei um quê de especial,
Ser maluco beleza...
Coberto de gentileza,
Onde a loucura passou a ser cura...
Mas gosto desta liberdade,
De não  ter como obrigação vaidades...
Domingar de pés no chão,
Descansar sobre o colchão...
Cabelos despenteado,
Cara lavada...
Alma tranquila,
Uma saudade bandida...
Música de Nando Reis a me acompanhar,
 A taça de vinho branco a bebericar...
Que mais posso desejar,
Se nem pretensão eu tenho...

domingo, 13 de outubro de 2019

Devaneio musical

A calça jeans rasgada,
E o tênis colorido...
Contrasta com o cabelo gris,
Neste meu "Chão de giz"...
Caminho em meio a bruma,
Cabelos soltos ao vento...
Sentindo este contentamento,
Quem sabe em um cruzamento...
Aconteça nós dois, um momento,
Quem sabe um acaso...
Encontro a paixão,
Como o vento leste de devastação..
Me trás a memória, poesia, filosofia,
Assovio uma canção...
"Divina comédia humana"
Que me envolveu nesta trama,
Será uma conspiração?
Um encontro casual,
Neste devaneio musical.

quinta-feira, 10 de outubro de 2019

As dores do mundo em mim



Me perdoem este vazio,
Que me tira a rima...
Que por si só  desanima,
É que tenho andado tão carente...
De ver tanta gente descrente,
Que não  consigo mais fazer poesia,
Toda dia a notícia...
Crime, suicídio, depressão,
Meu coração está  nas mãos...
Você  que acha que não  deve se importar,
Que basta apenas orar...
Tente colocar -se no lugar,
Eu não sou você...
Não posso viver por você,
Mas posso ser o ouvido amigo...
O colo como abrigo,
Não consigo ficar imune...
Meu coração de poeta grita por amor,
Em um mundo repleto de dor...