quarta-feira, 22 de outubro de 2025

Silêncio




Queria tanto poder dizer

Das dores do meu viver

Destas que machuca

Sem ninguém ver

Não há hematomas na pele

Há sangue no coração 

Cicatrizes profundas nas mãos 

Machucadas pelo medo de dizer não 

É um sofrimento constante

Como se a gente não fosse gente

Vem de muitos andares 

Pedras e tropeçar 

É o lamento dos loucos

Dos que não sou ouvidos

Do grito preso na garganta 

Com seu íntimo em gemidos 

É o silêncio dos oprimidos 


Jussara Rocha Souza

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