quinta-feira, 20 de fevereiro de 2025

Costurando a alma


Costurava a alma

Devagar, com calma

Pontos fortes 

Pois com sorte 

Não voltaria a rasgar

Mas como a alma ora rasgada

De retalhos desfraldada

Daria a ela a certeza

Nunca mais voltará a amar

Costura, costura...

Nestes pontos a cura

Como dizer não 

A este coração 

Como não querer ser amada

Se depois lhe fosse ceifada 

Costura, costura

Pontos fortes 

Não quero mais a morte

A morte dos sentimentos 

Dos tormentos

De te querer 

E não poder ter!


Jussara Rocha Souza

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