Já não basta sonhar
Preciso amar
Sentir o frio na barriga
O rubor no rosto da rapariga
Quero a ilusão dos jovens
Das paixões urgentes
Sem medos aparentes
De um corpo decadente
Minha alma anseia
Antes que apague a candeia
Sorver de toda a musicalidade
Presa pelas tais sanidades
Não me importa julgamentos
Moral, decência
Para que consciência
Choradas no meu sepultamento
Quero vida
Cansei de flores mortas
De amores abortados
Frios e aguado
Nesta minha idade
O que menos me cabe
É sofrer por amor
Mas dele quero morrer
De prazer!
Jussara Rocha Souza
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