Deixe que eu percorra tua alma
E assim com calma
Te acaricie com meu olhar
Com as pontas dos dedos te tocar
Beber de tua essência
E em minha indecência
Percorrer teu âmago
Me deliciar em afagos
Como mortais que sois
Matérias que o tempo corrói
Quero-te em espírito
Neste meu eu lírico
Deixando a brisa
Que ao calor ameniza
Lamber de tua beleza espiritual
Dando vida a este pobre mortal!
Jussara Rocha Souza

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