Que a noite se faça dia
Que o choro vire melodia
Cantada com maestria
De um coração quebrantado
Somos cacos restaurados
Pedaços reorganizados
De esperanças curadas
Chuva invernosa derramadas
Lavando as vidraças da alma
Revendo a vida com calma
Mansa como a balsa
Atravessando o leito do rio
Derramando na correnteza
As algemas das incertezas
Cantando versos livres
Única ao seu timbre
Livre, livre, livre...
Jussara Rocha Souza

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