terça-feira, 13 de outubro de 2026

Lavando as vidraças da alma

 



Que a noite se faça dia

Que o choro vire melodia

Cantada com maestria

De um coração quebrantado 


Somos cacos restaurados

Pedaços reorganizados 

De esperanças curadas

Chuva invernosa derramadas


Lavando as vidraças da alma

Revendo a vida com calma

Mansa como a balsa

Atravessando o leito do rio


Derramando na correnteza 

As algemas das incertezas

Cantando versos livres

Única ao seu timbre


Livre, livre, livre...


Jussara Rocha Souza

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